DA COSTELA DE ADÃO AO CREPE DA CHINA

A HISTORICIDADE DA MISOGINIA E A MODA COMO DISPOSITIVO DE VIOLÊNCIA EM O GRANDE GATSBY

Autores

  • Izadora Pires Vilela UFR , Universidade Federal de Rondonópolis

Palavras-chave:

Feminismo literário. Literatura moderna estadunidense. Moda social.

Resumo

A pesquisa analisa as descrições das personagens femininas Myrtle, Jordan e Daisy, na obra O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, sob uma perspectiva feminista e indumentária, identificando vestimentas e descrições como indicativos de misoginia e classe social. Parte-se de um aparato histórico sobre a misoginia, articulado à obra e à relação de Fitzgerald com sua esposa, Zelda Sayre. Além disso, considera o contexto da Era do Jazz e a ascensão do feminismo na década de 1920, período de transformação na indumentária feminina. A fundamentação teórica baseia-se em obras feministas sobre interseccionalidade, marginalização e performatividade, como as de bell hooks, Judith Butler e Kimberlé Crenshaw, bem como nos estudos sobre o caráter social da moda propostos por Lars Svendsen e João Braga. A pesquisa adota abordagem qualitativa, bibliográfica e documental, realizando análise interpretativo-analítica do texto literário à luz dos referenciais teóricos, com o propósito de observar a articulação entre moda, gênero, poder, classe e resistência.

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Biografia do Autor

  • Izadora Pires Vilela, UFR, Universidade Federal de Rondonópolis

    Natural do Mato Grosso, é mestranda em Educação no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Rondonópolis (PPGEdu/UFR) e bolsista pela CAPES, graduada em Letras - Língua e Literatura Inglesa pela mesma universidade (2023) e especialista em Educação Bilíngue pelo Instituto Avançado de Ensino Superior e Desenvolvimento Humano (INSTED). Faz parte do grupo de estudos "O registro das memórias como instrumento de ação: literatura e resistência", é professora de Língua Inglesa no ensino privado e coordenadora discente voluntária no Cursinho Popular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli USP). Participou de projetos de extensão que promovem ensino de língua estrangeira para a comunidade, como "Diálogos entre Universidade e Escola Pública:Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa: Language Within" na Escola Municipal de Educação Básica Carlos Pereira Barbosa (2018/2019), e também no CELIG - UFR (2019 e 2021). Ex-intercambista pelo Rotary Internacional como embaixadora da paz (2016/2017), dedicando-se a trabalhos voluntários em prol da justiça social. Interesse em pesquisa nas áreas de educação, linguagem, cultura, culturas populares, estudos literários, decolonialidade, translinguagem, multilinguismo, neurociência do ensino bilíngue, sociolinguística, biletramentos, moda social, moda como indicativo de violências.

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Publicado

2026-07-22

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo

Como Citar

DA COSTELA DE ADÃO AO CREPE DA CHINA: A HISTORICIDADE DA MISOGINIA E A MODA COMO DISPOSITIVO DE VIOLÊNCIA EM O GRANDE GATSBY. (2026). Open Minds International Journal, 7(1), DS29. https://www.openmindsjournal.com/index.php/openminds/article/view/490

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