IDENTIDADE DE GÊNERO E SUBVERSÃO EM AMERICAN HORROR STORY
EFEITOS DE SILENCIAMENTO E DE RESISTÊNCIA EM ASYLUM
DOI:
https://doi.org/10.22533/omij.v7i1.428Palavras-chave:
American Horror Story, mulheres queer, silenciamentoResumo
Este artigo analisa o discurso midiático na segunda temporada de American Horror Story: Asylum, com foco na personagem Lana Winters como sujeito mulher queer. A pesquisa articula a Análise do Discurso pecheutiana e os Estudos de Gênero para compreender os efeitos de silenciamento e resistência nas práticas discursivas do gênero horror. O corpus foi composto por cenas selecionadas na plataforma Disney+ em que a sexualidade da personagem é tematizada. A análise demonstra que o horror funciona como espaço de visibilidade e disputa de sentidos, no qual coexistem efeitos de silenciamento e resistência. Observa-se que, mesmo diante de processos de patologização ou captura institucional, surgem fissuras que reinscrevem possibilidades de significação para identidades lésbicas. Conclui-se que a série dramatiza a tensão entre norma e subversão, revelando mecanismos de exclusão e abrindo espaço para discursos que reconfiguram o lugar das mulheres queer na cena social, reafirmando o gênero horror como um território de resistência.
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