A analfabeta

Autores

  • Afrânio Mendes Catani Universidade de São Paulo, USP

DOI:

https://doi.org/10.22533/omij.v6i1.332

Palavras-chave:

Exílio, Autobiografia, Linguagem, Resistência

Resumo

A resenha de Afrânio Mendes Catani sobre A Analfabeta, de Ágota Kristof, apresenta uma leitura sensível e crítica do relato autobiográfico da escritora húngara exilada na Suíça. Em prosa concisa e comovente, Kristof narra sua trajetória marcada por deslocamentos, perdas e resistência: desde a infância em uma aldeia pobre durante a Segunda Guerra Mundial, passando pelo internato opressor, até o exílio forçado após a Revolução Húngara de 1956. Ao chegar à Suíça, Kristof enfrenta a dureza do trabalho fabril, a barreira linguística e o sentimento de desenraizamento. Ainda assim, a escrita emerge como salvação e reinvenção, mesmo em uma língua que lhe foi imposta. Catani destaca a profundidade e a atualidade do testemunho de Kristof, conectando-o a reflexões de Bourdieu e Goffman sobre instituições totalizantes. A resenha enfatiza o paradoxo vivido pela autora: uma “analfabeta” em francês que se torna escritora reconhecida nessa mesma língua. Com isso, A Analfabeta revela-se não apenas como um retrato íntimo da autora, mas também como um poderoso manifesto sobre o exílio, a linguagem e a persistência criativa.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Ágota Kristof. A analfabeta. Tradução: Prisca Agostini. São Paulo, Editora Nós, 2024, 56 págs.

Downloads

Publicado

2025-06-02

Como Citar

Artigos Semelhantes

1-10 de 41

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.