O CONCEITO DE TENSÃO EXISTENCIAL NA LOGOTERAPIA E ANÁLISE EXISTENCIAL
ENTRE SER E DEVER SER
DOI:
https://doi.org/10.22533/omij.v7i1.431Palavras-chave:
Logoterapia, Filosofia Existencial, tensãoResumo
Este artigo objetiva discutir o conceito de tensão existencial na logoterapia e análise existencial, articulando-o criticamente com o horizonte psicológico clássico e com fundamentos da filosofia existencial. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica de natureza analítico-conceitual, voltada à delimitação teórica do estatuto filosófico e dos desdobramentos psicológicos e clínicos do conceito. A discussão parte das concepções de Freud e Adler, evidenciando o predomínio de uma lógica regulatória implícita; em seguida, integra contribuições de Heidegger e Jaspers para reposicionar a tensão no plano ontológico; por fim, explicita o deslocamento operado por Frankl, no qual a tensão não é tomada como disfunção, mas como condição de abertura do ser em direção a realização de valores e encontro de sentidos na vida. A noção frankliana de tensão existencial expressa o modo como a vida humana se estrutura no entre: entre a realidade já dada e o horizonte de possibilidades ainda não realizadas, entre o ser atual e o sentido que o transcende, entre aquilo que se é e aquilo que se deve realizar.
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