GÊNERO E EDUCAÇÃO NA NARRATIVA POPULISTA

O PERÍODO DE 2018 A 2022 NO BRASIL

Autores

  • DIEGO LIMA Universidade Estadual da Paraíba image/svg+xml
  • Paula Almeida Castro
  • Ana Raquel Pereira de Ataíde

DOI:

https://doi.org/10.22533/omij.v7i1.453

Palavras-chave:

Genero, Populista, Educação

Resumo

O discurso populista e ultranacionalista no Brasil, no período entre os anos de 2018 e 2022 é analisado, neste artigo, na perspectiva de gênero e educação. Foram analisados pronunciamentos do ex-presidente e as implicações para as relações de gênero envolvendo as relações entre os sujeitos sociais e as políticas públicas educacionais, a partir da Base Nacional Comum Curricular. Utilizou como abordagem metodológica a análise de narrativas, dos referenciais teóricos e de documentos oficiais. De alguma forma, ocorreu um esforço de docentes e discentes por manter o caráter laico das instituições educacionais, visando a inclusão e acolhimento, uma vez que este foi deixado de lado em função de um discurso neoliberalista, que visa afastar o potencial transformador da sociedade pela educação com formação cidadã. Embora a cortina de fumaça produzida pela extrema-direita deseje ofuscar os grupos minoritários dentro da educação, a luta está travada contra a imposição de uma educação em moldes tradicionalistas, continuamos a luta para que nossa voz seja reverberada, para esclarecer equívocos e construir oportunidades almejando novos percursos educativos, para que a escola palco da diversidade humana caminhe, livre, democrática e laica.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Paula Almeida Castro

    Psicóloga. Doutora em Educação pela Universidade Estadual do Estado Rio de Janeiro (UERJ), professora no Departamento de Educação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

  • Ana Raquel Pereira de Ataíde
    Doutora em História, Filosofia e Ensino de Ciências (Física) pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora do Departamento de Física do Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Referências

BAUMAN, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. 5. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

COMÉNIO, João Amós. Didática Magna. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2015.

EMPOLI, Giuliano da. Os engenheiros do caos: como as fakes news, as teorias da conspiração e os algoritmos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições. São Paulo: Vestígio, 2019.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.

GUIMARÃES ROSA, João. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. Laços perigosos entre machismo e violência. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, p. 18-34, 2005.

PONDÉ, Luiz Felipe. O catolicismo hoje. São Paulo: Benvirá, 2011.

SAFFIOTI, Heleieth I. B. O poder do macho. São Paulo: Moderna, 1987.

SANTOS, M. G. Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Sapere Aude, Belo Horizonte, v. 2, n. 3, p. 108-122, 2011. Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/SapereAude/article/view/2081. Acesso em: [09/01/2026].

WEEKS, Jeffrey. O corpo e a sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes (org.). O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. p. 35-82.

Downloads

Publicado

2026-03-14

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo

Como Citar

GÊNERO E EDUCAÇÃO NA NARRATIVA POPULISTA: O PERÍODO DE 2018 A 2022 NO BRASIL. (2026). Open Minds International Journal, 7(1), DS13. https://doi.org/10.22533/omij.v7i1.453

Artigos Semelhantes

11-20 de 103

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.