CINEMA DE ANIMAÇÃO, STOP MOTION E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
CONTRIBUIÇÕES DAS EPISTEMOLOGIAS VISUAIS À FORMAÇÃO DOCENTE
DOI:
https://doi.org/10.22533/omij.v7i1.422Palavras-chave:
Cinema de animação, Stop Motion., Epistemologias visuais, Formação docente.Resumo
O cinema de animação, especialmente por meio da técnica do Stop Motion, configura-se como linguagem multimodal capaz de articular autoria, sensibilidade estética e produção de sentidos no contexto educacional. Em diálogo com as epistemologias visuais, este artigo tem como objetivo analisar as contribuições do cinema de animação, do Stop Motion e da inteligência artificial para a formação docente, compreendendo-os como práticas epistemológicas e pedagógicas voltadas à autoria crítica e ao diálogo. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, de caráter teórico-reflexivo, fundamentado em autores do campo da educação, do cinema e da multimodalidade. A análise articula referenciais teóricos com reflexões oriundas de uma experiência formativa realizada em um minicurso voltado à formação de professores, utilizado como disparador analítico, e não como relato empírico. . A integração ética da inteligência artificial amplia as possibilidades de criação, acessibilidade e inclusão, desde que mediada criticamente pelo professor, preservando a dimensão humana, a autoria e o diálogo no processo criativo. Conclui-se que a articulação entre cinema de animação, Stop Motion e inteligência artificial contribui para a construção de uma pedagogia do diálogo, na qual a produção audiovisual se afirma como prática epistemológica e formativa.
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